O empresário bem informado tem maiores chances de vencer

Apregoava um velho jornal radiofônico paulistano que o “homem bem informado tem mais chances na vida”! E lá ia soltando um sem número de notícias pela manhã bem cedinho. Esse jornal, ele mesmo, embora tivesse acesso a tantas informações, diariamente, não resistiu ao tempo e foi superado por novas formas de comunicação. As informações de que dispunha não lhe serviram para persistir!

Os novos paradigmas da indústria gráfica

Vencer ou não vencer é um tema recorrente em qualquer discussão de empresários. No segmento gráfico, pelas suas características peculiares, nomeiam-se de cor as inúmeras ascensões e quedas de empresas e empresários. Mas os temas são muitos.

Nos últimos tempos com o avanço das técnicas de gestão essa discussão ganhou novos contornos e matizes. Treinamento, consultoria, tecnologia foram introduzidos no repertório em substituição às práticas da luta de classes pela qual se via no operário gráfico o eterno responsável pela ineficiência e baixa qualidade. Criou-se até mesmo um jargão “para-social”, importado de outras sociedades no qual “funcionário” transformou-se em  “colaborador”. Quem já não ouviu; “colaborador tal, favor comparecer à frente de caixa”? Curioso não? Até outro dia colaborador não recebia salário nem tinha chefe!

Controlar o funcionário ou controlar a produtividade?

Mas, o mais recorrente de todos esses temas vem sendo, sem dúvida, o controle sobre a produtividade.  Os fazedores de software, no afã de opinarem além das sandálias, afirmam que seus programas estão repletos de relatórios através dos quais é possível decidir os melhores caminhos diante dos problemas por mais complexos que sejam.

Assim como o “colaborador” de que falamos acima, esta injunção é “false”. As técnicas de recolher informações subordinam-se a um complexo ato de planejamento operacional sem o qual qualquer informação pode ser vazia.

Nos trabalhos do Núcleo Loguin vimos observando que a regra geral tem sido a análise da informação muito tempo após a ocorrência dos seus fatos geradores de tal sorte que as providências para sua correção não podendo ser tomadas retroativamente, simplesmente não são tomadas.

O notável arsenal da indústria japonesa nos brindou com a responsabilidade interativa, um método de avaliação ponto-a-ponto do estágio de execução do planejamento de produção. Esta forma de modernidade não existe na indústria gráfica brasileira. Ela ainda trás os resquícios da empresa antiga – “firma”, na qual através de um vidro se acompanhava o trabalhos dos funcionários. Ela ainda não se voltou para o monitor do PC de onde não só é possível acompanhar os dados da produção como até do mercado concorrente!

É aqui, no monitor, que estão as respostas chaves para que se busque os 100% de produtividade, 0 % de perdas e 100% de ocupação. É aqui que o empresário talentoso, perspicaz e persistente pode vencer e levar seu empreendimento à frente.
Embora a informação não seja tudo a forma de tratamento é decisiva para o sucesso de um empreendimento em estado de concorrência.

Autor: Luiz Gonzaga d'Avila Filho